{"id":59544,"date":"2025-11-04T18:35:30","date_gmt":"2025-11-04T18:35:30","guid":{"rendered":"https:\/\/news.filmelier.com\/?p=59544"},"modified":"2025-11-04T18:37:35","modified_gmt":"2025-11-04T18:37:35","slug":"feminismo-no-cinema-de-terror","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/news.filmelier.com\/br\/feminismo-no-cinema-de-terror\/","title":{"rendered":"\u2018A Meia-Irm\u00e3 Feia\u2019 e o feminismo no cinema de terror"},"content":{"rendered":"<p>O terror sempre foi um espelho distorcido da realidade. E, quando falamos sobre ser mulher, essa distor\u00e7\u00e3o quase nem \u00e9 necess\u00e1ria: o medo j\u00e1 est\u00e1 em viver. O cinema de horror, mais especificamente nos \u00faltimos anos, tem explorado o terror que \u00e9 ser mulher em uma sociedade que controla, vigia, pune e silencia.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a a trama do novo filme <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/list\/conheca-terror-body-horror\"><i>body horror<\/i><\/a> <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/29710\/a-meia-irma-feia\"><em>A Meia-Irm\u00e3 Feia<\/em><\/a>\u00a0e outros filmes que abordam o terror feminista.<\/p>\n<p>Do direito reprodutivo ao julgamento moral, da maternidade compuls\u00f3ria ao fundamentalismo religioso, o g\u00eanero encontrou no corpo feminino um espa\u00e7o pol\u00edtico e escancarou que o verdadeiro monstro da hist\u00f3ria \u00e9 o patriarcado que o assola e assusta.<\/p>\n<p><iframe title=\"REVENGE - Official Movie Trailer [HD] | Now Streaming\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eIU_IHfp3cU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Leia mais:\u00a0<a href=\"https:\/\/news.filmelier.com\/br\/o-massacre-da-serra-eletrica-ordem\/\">O legado sanguinolento de <em>O Massacre da Serra El\u00e9trica<\/em>: uma jornada atrav\u00e9s do terror<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<h2>O que define o terror feminista?<\/h2>\n<p>Apesar de ser um dos g\u00eaneros em que mulheres t\u00eam mais tempo de tela, o terror historicamente n\u00e3o ofereceu a elas narrativas que refletissem sua experi\u00eancia real. Muitas protagonistas foram moldadas para servir ao <i>male gaze<\/i>: corpos para serem observados, punidos, sacrificados. Mas, em contraste a esse repert\u00f3rio majoritariamente dirigido por homens, emergem obras que reconfiguram o olhar \u2014 o chamado terror feminista. Aqui, o horror serve como den\u00fancia e reflex\u00e3o. Essas hist\u00f3rias se apropriam da linguagem do g\u00eanero para expor e confrontar a misoginia estrutural, o controle dos corpos, a viol\u00eancia dom\u00e9stica, a histeriza\u00e7\u00e3o da mulher e a desigualdade cotidiana. Ao inv\u00e9s de v\u00edtimas passivas, vemos personagens que resistem, se vingam, reivindicam o direito de serem complexas, e mais primal, de sobreviverem. Esses filmes al\u00e9m de colocarem mulheres no centro da trama, desestabilizam o olhar reducionista \u00e0s suas viv\u00eancias.<\/p>\n<figure id=\"attachment_59572\" aria-describedby=\"caption-attachment-59572\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59572\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/fresh-daisy-edgar-jones.webp\" alt=\"Cena do filme Fresh (2022) com Daisy Edgar-Jones, ilustrando o terror feminista contempor\u00e2neo que discute a objetifica\u00e7\u00e3o do corpo feminino\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/fresh-daisy-edgar-jones.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/fresh-daisy-edgar-jones-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/fresh-daisy-edgar-jones-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/fresh-daisy-edgar-jones-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/fresh-daisy-edgar-jones-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59572\" class=\"wp-caption-text\"><em>Daisy Edgar-Jones em Fresh (2022), terror que usa o canibalismo como met\u00e1fora para a objetifica\u00e7\u00e3o e consumo dos corpos femininos (Cr\u00e9ditos: Searchlight Pictures)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h3>A evolu\u00e7\u00e3o da &#8220;Scream Queen&#8221; \u00e0 &#8220;Final Girl&#8221;<\/h3>\n<p>Em <i>Um Tiro na Noite<\/i> (<i>Blow Out<\/i>, 1978), de Brian De Palma, o protagonista vivido por John Travolta busca o grito feminino perfeito para compor seu pr\u00f3ximo filme de terror de baixo or\u00e7amento. Embora o filme n\u00e3o trate necessariamente dessa busca, mas sim de barulhos internos mais inquietantes do personagem, ele revela um pano de fundo interessante sobre o termo <b><i>Scream Girls<\/i><\/b> (ou <b><i>Scream Queens<\/i><\/b>). O arqu\u00e9tipo surgiu ainda no cinema mudo, nos anos 1930, mas s\u00f3 se popularizou d\u00e9cadas depois, permanecendo relevante at\u00e9 os dias atuais, geralmente associado a mulheres com caracter\u00edsticas marcantes e peculiares.<\/p>\n<h3>O grito como espet\u00e1culo: as &#8220;Scream Queens&#8221; e o &#8220;male gaze&#8221;<\/h3>\n<figure id=\"attachment_59575\" aria-describedby=\"caption-attachment-59575\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59575\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/psicose-vera-miles.webp\" alt=\"Cena ic\u00f4nica de Janet Leigh em Psicose (1960), exemplo cl\u00e1ssico do arqu\u00e9tipo da 'Scream Girl' no cinema de terror, onde a mulher \u00e9 vista como v\u00edtima.\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/psicose-vera-miles.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/psicose-vera-miles-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/psicose-vera-miles-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/psicose-vera-miles-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/psicose-vera-miles-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59575\" class=\"wp-caption-text\"><em>Janet Leigh na cl\u00e1ssica cena do chuveiro em Psicose (1960), de Alfred Hitchcock, o exemplo m\u00e1ximo da Scream Girl como corpo a ser punido (Cr\u00e9ditos: Paramount Pictures)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h3>A sobrevivente &#8220;pura&#8221;: o nascimento da &#8220;Final Girl&#8221;<\/h3>\n<p>Como observa Kaplan (1995) em seu livro intitulado &#8220;A mulher e o cinema: os dois lados da c\u00e2mera&#8221;, as primeiras representa\u00e7\u00f5es femininas no terror eram moldadas por um olhar masculino: mulheres eram desej\u00e1veis, fr\u00e1geis e, quando ousavam romper esse <i>script<\/i>, eram punidas. A <b><i>Scream Girl<\/i><\/b> era o corpo que sofria, corria e morria \u2014 como exemplifica o ic\u00f4nico grito em <i>Psicose<\/i> (1960).<\/p>\n<figure id=\"attachment_59569\" aria-describedby=\"caption-attachment-59569\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59569\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/halloween-jamie-lee-curtis.webp\" alt=\"Jamie Lee Curtis como Laurie Strode em Halloween (1978), o principal exemplo do arqu\u00e9tipo da 'Final Girl', a sobrevivente moralmente pura do terror slasher\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/halloween-jamie-lee-curtis.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/halloween-jamie-lee-curtis-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/halloween-jamie-lee-curtis-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/halloween-jamie-lee-curtis-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/halloween-jamie-lee-curtis-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59569\" class=\"wp-caption-text\"><em>Jamie Lee Curtis como Laurie Strode em Halloween (1978), personagem que consolidou o arqu\u00e9tipo da &#8216;Final Girl&#8217; no cinema de terror (Cr\u00e9ditos: Compass International Pictures)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h3>De v\u00edtima a estrategista: a subvers\u00e3o do arqu\u00e9tipo<\/h3>\n<p>Nos anos 1980, surge a <b><i>Final Girl<\/i><\/b>, conceito desenvolvido por <b>Carol J. Clover<\/b> em <i>Men, Women, and Chainsaws<\/i>. Diferente da <i>Scream Girl<\/i>, a sobrevivente n\u00e3o morre, mas vive \u2014 por ser moralmente &#8220;pura&#8221;: n\u00e3o bebe, n\u00e3o transa, \u00e9 considerada superior \u00e0s outras mulheres e, assim, premiada pela docilidade. Aos poucos, o g\u00eanero se reconfigurou, dando mais camadas a essas personagens. Nancy, em <i>A Hora do Pesadelo<\/i>, e Ellen Ripley, em <i>Alien<\/i>, passam de v\u00edtimas a estrategistas. Nos anos 1990, Sidney Prescott, em <i>P\u00e2nico<\/i>, se torna um s\u00edmbolo cultural ao sobreviver n\u00e3o por moralidade, mas por resili\u00eancia e intelig\u00eancia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_59566\" aria-describedby=\"caption-attachment-59566\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59566\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/alien-sigourney-weaver.webp\" alt=\"Sigourney Weaver como Ellen Ripley em Alien (1979), marcando a evolu\u00e7\u00e3o da 'Final Girl' de v\u00edtima passiva para uma estrategista de sobreviv\u00eancia\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/alien-sigourney-weaver.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/alien-sigourney-weaver-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/alien-sigourney-weaver-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/alien-sigourney-weaver-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/alien-sigourney-weaver-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59566\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sigourney Weaver como Ellen Ripley em Alien &#8211; O Oitavo Passageiro (1979), uma &#8216;Final Girl&#8217; que subverteu o arqu\u00e9tipo ao focar na intelig\u00eancia e estrat\u00e9gia, n\u00e3o na pureza (Cr\u00e9ditos: 20th Century Fox)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>No terror contempor\u00e2neo, a <i>Final Girl <\/i>n\u00e3o existe apenas para ser admirada \u2014 ela sobrevive porque luta, falha, enlouquece, mata. N\u00e3o \u00e9 uma hero\u00edna plana; \u00e9 uma mulher complexa, amb\u00edgua, inquietante, como Pearl, interpretada com intensidade por Mia Goth. Hoje, a Final Girl pode ser vil\u00e3, v\u00edtima ou ambas.<\/p>\n<h3>O vi\u00e9s racial e a nova sobreviv\u00eancia pela sororidade<\/h3>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, o padr\u00e3o ainda \u00e9 racializado: durante d\u00e9cadas, personagens negras e latinas eram as primeiras a morrer, reduzidas a s\u00edmbolos descart\u00e1veis dentro da narrativa. Obras recentes como <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/26309\/pisque-duas-vezes\"><i>Pisque Duas Vezes<\/i><\/a> (<i>Blink Twice<\/i>, 2024), <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/6701\/nos\"><i>N\u00f3s<\/i><\/a> (<i>Us<\/i>, 2019),<a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/16092\/a-lenda-de-candyman\"> <i>A Lenda de Candyman<\/i><\/a> (2021) e <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/20728\/noites-brutais\"><i>Noites Brutais<\/i><\/a> (<i>Barbarian<\/i>, 2022) rompem com essa l\u00f3gica, trazendo protagonistas que enfrentam n\u00e3o apenas o terror sobrenatural, mas tamb\u00e9m o terror estrutural do racismo e do colonialismo.<\/p>\n<p>Outro movimento importante tem ganhado for\u00e7a: a descentraliza\u00e7\u00e3o da sobreviv\u00eancia. Se antes apenas uma <i>Final Girl<\/i> era permitida no fim, agora vemos narrativas em que duas mulheres sobrevivem juntas, compartilhando o trauma, estrat\u00e9gia e a resist\u00eancia. Essa mudan\u00e7a aparece em obras recentes como <i>Pisque Duas Vezes (2024)<\/i>, <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/20938\/morte-morte-morte\"><i>Morte, Morte, Morte<\/i><\/a> (2022) e <i>A Rua do Medo<\/i> (2021), onde a sobreviv\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais m\u00e9rito individual, mas um gesto de sororidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_59560\" aria-describedby=\"caption-attachment-59560\" style=\"width: 1267px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59560\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pisque-duas-vezes-naomi-ackie.webp\" alt=\"Naomi Ackie e Alia Shawkat em cena de Pisque Duas Vezes (2024), exemplo de terror feminista focado na sobreviv\u00eancia coletiva e sororidade\" width=\"1267\" height=\"792\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pisque-duas-vezes-naomi-ackie.webp 1267w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pisque-duas-vezes-naomi-ackie-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pisque-duas-vezes-naomi-ackie-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pisque-duas-vezes-naomi-ackie-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/pisque-duas-vezes-naomi-ackie-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1267px) 100vw, 1267px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59560\" class=\"wp-caption-text\"><em>Naomi Ackie e Alia Shawkat em Pisque Duas Vezes (2024), filme que atualiza a &#8216;Final Girl&#8217; para uma narrativa de sobreviv\u00eancia baseada na sororidade (Cr\u00e9ditos: Amazon MGM Studios)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<ul>\n<li><strong>Confira:\u00a0<a href=\"https:\/\/news.filmelier.com\/br\/canais-filmelier-filmes-dublados-e-gratis\/\">Canais FAST do Filmelier &#8211; filmes dublados e gratuitos na sua TV<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<h2>As pioneiras que subverteram o g\u00eanero<\/h2>\n<p>Quando pensamos em horror feminista, muitas vezes olhamos apenas para o presente, esquecendo que mulheres j\u00e1 estavam reinventando o g\u00eanero d\u00e9cadas atr\u00e1s, mesmo sem reconhecimento cr\u00edtico.<\/p>\n<h3><em>A Vampira de Veludo<\/em> (1971) e o desejo feminino<\/h3>\n<p>Nos anos 1970, Stephanie Rothman subverteu o erotismo vamp\u00edrico em <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/114502\/a-vampira-de-veludo\"><i>A Vampira de Veludo<\/i><\/a> (<i>The Velvet Vampire<\/i>, 1971), criando uma vampira que n\u00e3o \u00e9 fetiche para o olhar masculino, mas s\u00edmbolo de desejo feminino aut\u00f4nomo \u2014 e, por isso, vista como monstruosa.<\/p>\n<h3><em>Vingan\u00e7a Macabra<\/em> (1985) e a voz silenciada<\/h3>\n<p>J\u00e1 nos anos 1980, Roberta Findlay explorou o terror sobrenatural como ferramenta de den\u00fancia social em <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/114505\/vinganca-macabra\"><i>Vingan\u00e7a Macabra<\/i><\/a> (<i>The Oracle, <\/i>1985), onde a voz feminina \u2014 literalmente vinda do al\u00e9m \u2014 insiste em ser ouvida apesar das tentativas de silenciamento. Ambas filmaram a mulher n\u00e3o como v\u00edtima ou espet\u00e1culo, mas como corpo pol\u00edtico, desejante e perigoso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_59563\" aria-describedby=\"caption-attachment-59563\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59563\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-vampira-de-veludo-sherry-e-deboer.webp\" alt=\"Cena de A Vampira de Veludo (1971), de Stephanie Rothman, um dos filmes pioneiros do horror feminista que retrata o desejo feminino aut\u00f4nomo\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-vampira-de-veludo-sherry-e-deboer.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-vampira-de-veludo-sherry-e-deboer-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-vampira-de-veludo-sherry-e-deboer-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-vampira-de-veludo-sherry-e-deboer-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-vampira-de-veludo-sherry-e-deboer-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59563\" class=\"wp-caption-text\"><em>A Vampira de Veludo (1971), dirigido pela pioneira Stephanie Rothman, usou o horror para explorar o desejo feminino aut\u00f4nomo (Cr\u00e9ditos: New World Pictures)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2>O horror de ser mulher em um mundo patriarcal: os temas centrais do terror feminista contempor\u00e2neo<\/h2>\n<h3>&#8220;Body horror&#8221;: o corpo feminino como campo de batalha<\/h3>\n<p>H\u00e1 s\u00e9culos, o corpo das mulheres \u00e9 vigiado, corrigido, silenciado: como deve parecer, como deve se mover, o que pode ou n\u00e3o desejar. O cinema de terror, especialmente o <i>body horror<\/i> (horror corporal), exp\u00f5e essas viol\u00eancias tornando-as carne, sangue e metamorfose. A filmografia de Julia Ducournau, nos presenteia com t\u00edtulos interessantes como <i>Junior<\/i> (2011), <i>Raw<\/i> (2016) e <i>Titane<\/i> (2021), revela corpos em conflito com expectativas sociais, familiares e est\u00e9ticas. Da mesma forma, <i>A Subst\u00e2ncia<\/i> (2024), de Coralie Fargeat, transforma o gore em cr\u00edtica feroz \u00e0s press\u00f5es que moldam e destroem a identidade feminina. Aqui, o monstro n\u00e3o \u00e9 externo: ele \u00e9 aquilo que nos for\u00e7am a ser. Mais recentemente, o europeu <i>A Meia-Irm\u00e3 Feia<\/i> (2025) aprofunda esse gesto, mostrando como a viol\u00eancia n\u00e3o se d\u00e1 apenas na carne, mas na maneira como a sociedade esculpe e hierarquiza os corpos femininos desde de muito cedo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_51677\" aria-describedby=\"caption-attachment-51677\" style=\"width: 1280px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-51677\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/a-substancia.webp\" alt=\"Cena do filme 'A Subst\u00e2ncia', com Demi Moore (Cr\u00e9dito: MUBI)\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/a-substancia.webp 1280w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/a-substancia-300x169.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/a-substancia-1024x576.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/a-substancia-768x432.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/a-substancia-150x84.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-51677\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cena do filme A Subst\u00e2ncia, com Demi Moore (Cr\u00e9dito: MUBI)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Voc\u00ea pode gostar: <\/b><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/list\/halloween-filmes-brasileiros-de-terror\"><b>Filmes brasileiros de terror<\/b><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h4><i>A Meia-Irm\u00e3 Feia<\/i>: a feiura como constru\u00e7\u00e3o social<\/h4>\n<p>Entre os t\u00edtulos recentes que expandem a linguagem do terror feminista, <i>A Meia-Irm\u00e3 (The Ugly Stepsister, 2025)<\/i>, dirigido por Emilie Kristine Blichfeldt, se destaca como um dos mais provocadores. O filme revisita o velho conto de fadas da &#8220;meia-irm\u00e3 feia&#8221; \u2014 a figura tradicionalmente ridicularizada, desumanizada e colocada como contraste da beleza idealizada da protagonista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_59557\" aria-describedby=\"caption-attachment-59557\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59557\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-meia-irma-feia.webp\" alt=\"Cena principal de A Meia-Irm\u00e3 Feia (2025), onde a m\u00e3e ajusta uma m\u00e1scara no rosto da filha, simbolizando o horror dos padr\u00f5es de beleza\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-meia-irma-feia.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-meia-irma-feia-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-meia-irma-feia-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-meia-irma-feia-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-meia-irma-feia-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59557\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cena de A Meia-Irm\u00e3 Feia (2025), que usa o &#8216;body horror&#8217; para criticar a constru\u00e7\u00e3o social da feiura e os padr\u00f5es est\u00e9ticos impostos \u00e0s mulheres (Cr\u00e9ditos: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas aqui, a feiura n\u00e3o \u00e9 um tra\u00e7o f\u00edsico: \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o social. Blichfeldt utiliza o grotesco como ferramenta para denunciar como mulheres s\u00e3o comparadas, classificadas e punidas por n\u00e3o corresponderem ao ideal de feminilidade aceit\u00e1vel. E o mais horrendo, onde o corpo feminino se torna palco de disputa simb\u00f3lica: ser desej\u00e1vel \u00e9 uma pris\u00e3o; ser indesej\u00e1vel \u00e9 uma senten\u00e7a.<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Leia tamb\u00e9m: <\/b><a href=\"https:\/\/news.filmelier.com\/br\/critica-a-meia-irma-feia\/\"><b>Cr\u00edtica <em>A Meia-Irm\u00e3 Feia<\/em> e a tortura da beleza<\/b><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h3>Religi\u00e3o, culpa e maternidade compuls\u00f3ria<\/h3>\n<p>A religi\u00e3o historicamente imp\u00f4s \u00e0s mulheres pap\u00e9is r\u00edgidos: m\u00e3e, santa, esposa obediente. A Primeira Profecia (<i>The First Omen<\/i>, 2024), de Arkasha Stevenson, e <a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/25487\/imaculada\"><i>Imaculada<\/i><\/a> (<i>Immaculate<\/i>, 2024) de Michael Mohan e o brasileiro <i>Raquel 1:1<\/i> (2022), de Mariana Bastos, mostram como o fundamentalismo religioso molda comportamentos, controla desejos e decide destinos. A maternidade, nesses filmes, n\u00e3o \u00e9 dom; \u00e9 c\u00e1rcere. A f\u00e9 n\u00e3o consola; vigia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_59554\" aria-describedby=\"caption-attachment-59554\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59554\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-primeira-profecia.webp\" alt=\"Cena de A Primeira Profecia (2024) com Nell Tiger Free, exemplo de terror feminista sobre fundamentalismo religioso e maternidade compuls\u00f3ria\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-primeira-profecia.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-primeira-profecia-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-primeira-profecia-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-primeira-profecia-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/a-primeira-profecia-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59554\" class=\"wp-caption-text\"><em>Nell Tiger Free em A Primeira Profecia (2024), longa que aborda o controle religioso sobre o corpo feminino e o horror da maternidade compuls\u00f3ria. (Cr\u00e9ditos: 20th Century Studios)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2>Mais filmes de terror feminista para colocar na sua lista<\/h2>\n<p>Outros filmes que abordam essas quest\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/24164\/huesera\"><b>Huesera<\/b><\/a> (2022), de Michelle Garza Cervera<\/h5>\n<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/22125\/medusa\"><b>Medusa<\/b><\/a> (2021), de Anita Rocha da Silveira<\/h5>\n<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/3825\/as-boas-maneiras\"><b>As Boas Maneiras<\/b><\/a> (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra<\/h5>\n<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/114508\/raquel-11\"><b>Raquel 1:1<\/b><\/a> (2022), de Mariana Bastos<\/h5>\n<\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_59548\" aria-describedby=\"caption-attachment-59548\" style=\"width: 1224px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59548\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/medusa-mari-oliveira.webp\" alt=\"Cena do filme brasileiro Medusa (2021), de Anita Rocha da Silveira, que usa a linguagem do terror para criticar o fundamentalismo religioso e o controle sobre mulheres\" width=\"1224\" height=\"765\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/medusa-mari-oliveira.webp 1224w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/medusa-mari-oliveira-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/medusa-mari-oliveira-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/medusa-mari-oliveira-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/medusa-mari-oliveira-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1224px) 100vw, 1224px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59548\" class=\"wp-caption-text\">O filme brasileiro Medusa (2021), de Anita Rocha da Silveira, explora o terror do fundamentalismo religioso e a repress\u00e3o feminina (Cr\u00e9ditos: Vitrine Filmes)<\/figcaption><\/figure>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Pode te interessar: <\/b><strong><a href=\"https:\/\/news.filmelier.com\/br\/filmes-mulheres-oriente-medio\/\">Filmes que retratam a realidade das mulheres no Oriente M\u00e9dio<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Outros filmes de terror feminista para colocar na sua lista:<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/26733\/a-casa-morbida\"><b>A Casa M\u00f3rbida<\/b><\/a> (2024), de Bridget Savage Cole &amp; Danielle Krudy<\/h5>\n<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/4380\/o-animal-cordial\"><b>O Animal Cordial<\/b><\/a> (2017), de Gabriela Amaral Almeida<\/h5>\n<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/28765\/garota-infernal\"><b>Garota Infernal<\/b><\/a> (2009), de Karyn Kusama<\/h5>\n<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/1093\/garota-sombria-caminha-pela-noite\"><b>Garota Sombria Caminha pela Noite<\/b><\/a> (2014), de Ana Lily Amirpour<\/h5>\n<\/li>\n<li aria-level=\"1\">\n<h5><a href=\"https:\/\/www.filmelier.com\/br\/filmes\/114512\/zumbis-do-mal\"><b>Zumbis do Mal<\/b><\/a> (1974), de Willard Huyck e Gloria Katz.<\/h5>\n<\/li>\n<\/ul>\n<figure id=\"attachment_59551\" aria-describedby=\"caption-attachment-59551\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-59551\" src=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/garota-sombria.webp\" alt=\"Cena em preto e branco do filme Garota Sombria Caminha pela Noite (2014), de Ana Lily Amirpour, um dos destaques do terror feminista moderno\" width=\"1440\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/garota-sombria.webp 1440w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/garota-sombria-300x188.webp 300w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/garota-sombria-1024x640.webp 1024w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/garota-sombria-768x480.webp 768w, https:\/\/news.filmelier.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/garota-sombria-150x94.webp 150w\" sizes=\"(max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-59551\" class=\"wp-caption-text\"><em>Garota Sombria Caminha pela Noite (2014), de Ana Lily Amirpour, subverte o g\u00eanero ao transformar a figura feminina em uma predadora vingativa. (Cr\u00e9ditos: Vice Films)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2>O cinema precisa de mais horror feminista<\/h2>\n<p>O terror feminista transforma corpo, desejo e raiva em linguagem. Ele recusa a docilidade como destino e exp\u00f5e a viol\u00eancia cotidiana que estrutura a experi\u00eancia de ser mulher. N\u00e3o se trata de criar hero\u00ednas perfeitas, mas de permitir personagens complexas, feridas, vingativas, vivas.<\/p>\n<p>Sobretudo, esse movimento refor\u00e7a a urg\u00eancia de abordar essas narrativas sem recorrer \u00e0 fetichiza\u00e7\u00e3o do sofrimento feminino \u2014 uma armadilha hist\u00f3rica do g\u00eanero. Ainda h\u00e1 muito a ser revisto e desconstru\u00eddo, mas, quando o horror olha para as mulheres com responsabilidade e profundidade, ele se torna um campo f\u00e9rtil para politizar nossos medos mais intr\u00ednsecos e dar \u00e0 luz a hist\u00f3rias mais realistas, emp\u00e1ticas e inquietantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O terror sempre foi um espelho distorcido da realidade. E, quando falamos sobre ser mulher, essa distor\u00e7\u00e3o quase nem \u00e9 necess\u00e1ria: o medo j\u00e1 est\u00e1 em viver. O cinema de horror, mais especificamente nos \u00faltimos anos, tem explorado o terror que \u00e9 ser mulher em uma sociedade que controla, vigia, pune e silencia. Conhe\u00e7a a trama do novo filme body horror A Meia-Irm\u00e3 Feia\u00a0e outros filmes que abordam o terror feminista. Do direito reprodutivo ao julgamento moral, da maternidade compuls\u00f3ria ao fundamentalismo religioso, o g\u00eanero encontrou no corpo feminino um espa\u00e7o pol\u00edtico e escancarou que o verdadeiro monstro da hist\u00f3ria \u00e9 o patriarcado que o assola e assusta. Leia mais:\u00a0O legado sanguinolento de O Massacre da Serra El\u00e9trica: uma jornada atrav\u00e9s do terror O que define o terror feminista? Apesar de ser um dos g\u00eaneros em que mulheres t\u00eam mais tempo de tela, o terror historicamente n\u00e3o ofereceu a elas narrativas que refletissem sua experi\u00eancia real. Muitas protagonistas foram moldadas para servir ao male gaze: corpos para serem observados, punidos, sacrificados. Mas, em contraste a esse repert\u00f3rio majoritariamente dirigido por homens, emergem obras que reconfiguram o olhar \u2014 o chamado terror feminista. Aqui, o horror serve como den\u00fancia e reflex\u00e3o. Essas hist\u00f3rias se apropriam da linguagem do g\u00eanero para expor e confrontar a misoginia estrutural, o controle dos corpos, a viol\u00eancia dom\u00e9stica, a histeriza\u00e7\u00e3o da mulher e a desigualdade cotidiana. Ao inv\u00e9s de v\u00edtimas passivas, vemos personagens que resistem, se vingam, reivindicam o direito de serem complexas, e mais primal, de sobreviverem. Esses filmes al\u00e9m de colocarem mulheres no centro da trama, desestabilizam o olhar reducionista \u00e0s suas viv\u00eancias. A evolu\u00e7\u00e3o da &#8220;Scream Queen&#8221; \u00e0 &#8220;Final Girl&#8221; Em Um Tiro na Noite (Blow Out, 1978), de Brian De Palma, o protagonista vivido por John Travolta busca o grito feminino perfeito para compor seu pr\u00f3ximo filme de terror de baixo or\u00e7amento. Embora o filme n\u00e3o trate necessariamente dessa busca, mas sim de barulhos internos mais inquietantes do personagem, ele revela um pano de fundo interessante sobre o termo Scream Girls (ou Scream Queens). O arqu\u00e9tipo surgiu ainda no cinema mudo, nos anos 1930, mas s\u00f3 se popularizou d\u00e9cadas depois, permanecendo relevante at\u00e9 os dias atuais, geralmente associado a mulheres com caracter\u00edsticas marcantes e peculiares. O grito como espet\u00e1culo: as &#8220;Scream Queens&#8221; e o &#8220;male gaze&#8221; A sobrevivente &#8220;pura&#8221;: o nascimento da &#8220;Final Girl&#8221; Como observa Kaplan (1995) em seu livro intitulado &#8220;A mulher e o cinema: os dois lados da c\u00e2mera&#8221;, as primeiras representa\u00e7\u00f5es femininas no terror eram moldadas por um olhar masculino: mulheres eram desej\u00e1veis, fr\u00e1geis e, quando ousavam romper esse script, eram punidas. A Scream Girl era o corpo que sofria, corria e morria \u2014 como exemplifica o ic\u00f4nico grito em Psicose (1960). De v\u00edtima a estrategista: a subvers\u00e3o do arqu\u00e9tipo Nos anos 1980, surge a Final Girl, conceito desenvolvido por Carol J. Clover em Men, Women, and Chainsaws. Diferente da Scream Girl, a sobrevivente n\u00e3o morre, mas vive \u2014 por ser moralmente &#8220;pura&#8221;: n\u00e3o bebe, n\u00e3o transa, \u00e9 considerada superior \u00e0s outras mulheres e, assim, premiada pela docilidade. Aos poucos, o g\u00eanero se reconfigurou, dando mais camadas a essas personagens. Nancy, em A Hora do Pesadelo, e Ellen Ripley, em Alien, passam de v\u00edtimas a estrategistas. Nos anos 1990, Sidney Prescott, em P\u00e2nico, se torna um s\u00edmbolo cultural ao sobreviver n\u00e3o por moralidade, mas por resili\u00eancia e intelig\u00eancia. No terror contempor\u00e2neo, a Final Girl n\u00e3o existe apenas para ser admirada \u2014 ela sobrevive porque luta, falha, enlouquece, mata. N\u00e3o \u00e9 uma hero\u00edna plana; \u00e9 uma mulher complexa, amb\u00edgua, inquietante, como Pearl, interpretada com intensidade por Mia Goth. Hoje, a Final Girl pode ser vil\u00e3, v\u00edtima ou ambas. O vi\u00e9s racial e a nova sobreviv\u00eancia pela sororidade Apesar dos avan\u00e7os, o padr\u00e3o ainda \u00e9 racializado: durante d\u00e9cadas, personagens negras e latinas eram as primeiras a morrer, reduzidas a s\u00edmbolos descart\u00e1veis dentro da narrativa. Obras recentes como Pisque Duas Vezes (Blink Twice, 2024), N\u00f3s (Us, 2019), A Lenda de Candyman (2021) e Noites Brutais (Barbarian, 2022) rompem com essa l\u00f3gica, trazendo protagonistas que enfrentam n\u00e3o apenas o terror sobrenatural, mas tamb\u00e9m o terror estrutural do racismo e do colonialismo. Outro movimento importante tem ganhado for\u00e7a: a descentraliza\u00e7\u00e3o da sobreviv\u00eancia. Se antes apenas uma Final Girl era permitida no fim, agora vemos narrativas em que duas mulheres sobrevivem juntas, compartilhando o trauma, estrat\u00e9gia e a resist\u00eancia. Essa mudan\u00e7a aparece em obras recentes como Pisque Duas Vezes (2024), Morte, Morte, Morte (2022) e A Rua do Medo (2021), onde a sobreviv\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais m\u00e9rito individual, mas um gesto de sororidade. Confira:\u00a0Canais FAST do Filmelier &#8211; filmes dublados e gratuitos na sua TV As pioneiras que subverteram o g\u00eanero Quando pensamos em horror feminista, muitas vezes olhamos apenas para o presente, esquecendo que mulheres j\u00e1 estavam reinventando o g\u00eanero d\u00e9cadas atr\u00e1s, mesmo sem reconhecimento cr\u00edtico. A Vampira de Veludo (1971) e o desejo feminino Nos anos 1970, Stephanie Rothman subverteu o erotismo vamp\u00edrico em A Vampira de Veludo (The Velvet Vampire, 1971), criando uma vampira que n\u00e3o \u00e9 fetiche para o olhar masculino, mas s\u00edmbolo de desejo feminino aut\u00f4nomo \u2014 e, por isso, vista como monstruosa. Vingan\u00e7a Macabra (1985) e a voz silenciada J\u00e1 nos anos 1980, Roberta Findlay explorou o terror sobrenatural como ferramenta de den\u00fancia social em Vingan\u00e7a Macabra (The Oracle, 1985), onde a voz feminina \u2014 literalmente vinda do al\u00e9m \u2014 insiste em ser ouvida apesar das tentativas de silenciamento. Ambas filmaram a mulher n\u00e3o como v\u00edtima ou espet\u00e1culo, mas como corpo pol\u00edtico, desejante e perigoso. O horror de ser mulher em um mundo patriarcal: os temas centrais do terror feminista contempor\u00e2neo &#8220;Body horror&#8221;: o corpo feminino como campo de batalha H\u00e1 s\u00e9culos, o corpo das mulheres \u00e9 vigiado, corrigido, silenciado: como deve parecer, como deve se mover, o que pode ou n\u00e3o desejar. O cinema de terror, especialmente o body horror (horror corporal), exp\u00f5e essas viol\u00eancias tornando-as carne, sangue e metamorfose. 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