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‘A Única Sobrevivente’: A história real por trás do filme e o que é ficção

O que você verá aqui:

Não é de hoje que histórias inacreditáveis de sobrevivência inspiram o cinema. Mas poucas são tão impressionantes quanto a de Larisa Savitskaya, uma jovem de 20 anos que, em 1981, foi a única sobrevivente de uma colisão aérea a mais de 5.000 metros de altitude. Agora, sua jornada é o tema do filme A Única Sobrevivente, que chega ao Brasil pelo streaming Adrenalina Pura+. Conheça a história real do filme!

O longa dramatiza a queda de oito minutos, os três dias de agonia na floresta siberiana e a resiliência de uma mulher que se recusou a morrer. Mas, como em toda obra baseada em fatos, fica a pergunta: o que realmente aconteceu e o que é licença poética? Com base em nossa entrevista exclusiva com a própria Larisa Savitskaya e em documentos históricos, o Filmelier separou o que é fato e o que é ficção neste relato impressionante.

O que aconteceu no acidente aéreo de 1981?

O fato central é brutalmente verdadeiro. Em 24 de agosto de 1981, Larisa e seu marido, Vladimir, voltavam da lua de mel a bordo do voo 811 da Aeroflot, um Antonov An-24. Sobre a região de Amur, na antiga União Soviética (URSS), a aeronave colidiu em pleno ar com um bombardeiro militar Tupolev Tu-16K.

A colisão, ocorrida a 5.220 metros de altura, desintegrou os dois aviões. Todos os 37 tripulantes e passageiros das duas aeronaves morreram, exceto uma pessoa: Larisa Savitskaya. Agarrada a um pedaço da fuselagem, ela despencou por oito longos minutos até o impacto contra as árvores de uma floresta densa.

Cena do filme A Única Sobrevivente com os atores Nadezhda Kaleganova e Maksim Ivanov como Larisa e Vladimir Savitskaya no avião antes do acidente
Larisa (Nadezhda Kaleganova) e seu marido, Vladimir (Maksim Ivanov) durante o voo de volta da lua de mel, pouco antes da trágica colisão aérea (Créditos: Adrenalina Pura+)

O acobertamento soviético: décadas de silêncio ou propaganda?

Um dos pontos mais explorados sobre o caso é que a URSS teria escondido a tragédia por anos. A verdade, no entanto, é um pouco mais complexa. Na União Soviética, a regra era clara: aviões não caíam. A imagem de infalibilidade do regime era mais importante que a transparência.

Em conversa com o Filmelier, Larisa Savitskaya esclareceu que o silêncio total não durou tanto quanto se imagina: “Não foram 10 anos. O primeiro artigo no jornal saiu em 1984. Então, foram 3 anos”, disse ela. Mesmo assim, a pressão existiu. As primeiras matérias eram vagas e a investigação completa só foi desclassificada nos anos 1990. No fim das contas, o que houve foi uma política de sigilo para encobrir uma falha grave dos controladores de voo militares.

As liberdades criativas do filme, segundo a própria sobrevivente

Larisa Savitskaya esteve envolvida no processo de criação do roteiro. Ainda assim, ela ressaltou — em entrevista exclusiva ao Filmelier — que o resultado é uma obra artística, e não um documentário.

Um filme de arte, não um documentário

Em nossa conversa, Larisa explicou que “eles se esforçaram muito para fazer um filme verossímil”, mas que a principal adaptação foi a inclusão de diálogos durante seu período na floresta. “É um filme de ficção, era preciso criar uma imagem, porque eu fiquei três dias na floresta sozinha. Ou seja, se filmassem como realmente foi, eu andei por lá, procurei por pessoas, mas eu fiquei em silêncio”, revelou. O filme precisou preencher essa solidão com elementos narrativos para manter o espectador conectado. “Era preciso filmar de modo que houvesse diálogos e outras coisas.”

Mas o tigre era real

Questionada sobre a verossimilhança do filme, Larisa confirmou um detalhe que parece ficção, mas que, segundo ela, de fato aconteceu. Ao final de sua análise, ela fez questão de acrescentar: “Mas o tigre estava lá.”

Um tigre siberiano encara os destroços do avião em cena do filme de sobrevivência A Única Sobrevivente
Um dos momentos mais inacreditáveis do filme que é real: o encontro com um tigre siberiano na floresta (Créditos: Adrenalina Pura+)

Outros fatos chocantes da história real de Larisa Savitskaya

A indenização de 75 rublos

Após sobreviver à queda, passar três dias ferida na floresta e perder o marido, a compensação oficial que Larisa recebeu da companhia aérea estatal Aeroflot foi de 75 rublos. Na época, o valor era equivalente a cerca de 110 dólares — o suficiente, segundo ela, para “durar um mês”. O valor irrisório lhe rendeu uma segunda menção no livro russo de recordes mundiais; a primeira, claro, foi por sobreviver à queda de maior altitude da história.

O filme que salvou sua vida

Este é o detalhe mais cinematográfico da história real. Durante a queda, Larisa lembrou-se de um filme que havia visto um ano antes, o ítalo-peruano Milagres Ainda Acontecem (também conhecido como Dez Dias de Agonia), de 1974. A obra conta a história real de outra sobrevivente de acidente aéreo. A imagem da protagonista se agarrando à poltrona para amortecer o impacto veio à sua mente.

Em entrevista ao Filmelier, ela explicou: “Quando eu estava caindo nos destroços do avião, eu me lembrei de [Milagres Ainda Acontecem]. Uma cena do filme simplesmente apareceu diante dos meus olhos. E a garota que estava no filme voava em uma poltrona, se segurando. Como eu estava deitada no corredor, levantei a cabeça, vi uma poltrona vazia, subi nela e esperei atingir o chão. Então, de certa forma, aquele filme me impulsionou a uma ação que salvou a minha vida”, contou Larisa.

“Aquele filme me salvou”, a sobrevivente enfatizou. “E eu espero que talvez o meu filme ajude alguém. Não necessariamente em um desastre de avião, mas simplesmente para não desistir, sobreviver e ter esperança até o fim.”

Nadezhda Kaleganova como Larisa Savitskaya sentada em uma poltrona de avião em meio aos destroços na floresta, em cena do filme A Única Sobrevivente
Larissa Savitskaya lembrou de filme e se agarrou à poltrona a fim de sobreviver (Créditos: Adrenalina Pura+)

Quem está no elenco de A Única Sobrevivente?

O filme russo A Única Sobrevivente — originalmente intitulado Odna (The One) — é estrelado pela atriz Nadezhda Kaleganova no papel de Larisa Savitskaya. O elenco também conta com Maksim Ivanov como seu marido, Vladimir, além de Viktor Dobronravov e Yan Tsapnik em papéis como coadjuvantes.

Como está Larisa Savitskaya hoje?

A resiliência que Larisa Savitskaya demonstrou em nossa conversa é o alicerce sobre o qual ela reconstruiu sua vida. Após o acidente, ela enfrentou uma longa recuperação física e psicológica. Sem apoio do Estado, ela mergulhou nos estudos de psicofisiologia para entender os próprios traumas e chegou a usar seu conhecimento para ajudar veteranos de guerra.

Anos depois, ela se casou novamente, teve um filho, Georgy, e hoje é avó. A mulher que sobreviveu ao impossível encontrou um novo sentido na vida, uma jornada que, como ela mesma nos disse, ensina a “não ter medo da vida”.

Foto da verdadeira Larisa Savitskaya segurando um álbum com fotos antigas dela e de seu falecido marido, Vladimir. Ela é a única sobrevivente do acidente aéreo de 1981
A verdadeira Larisa Savitskaya, anos após a tragédia, relembra o passado ao mostrar fotos de seu falecido marido, Vladimir Savitskaya (Créditos: Russia Beyond)

Onde assistir a A Única Sobrevivente?

A Única Sobrevivente está disponível no Brasil com exclusividade no Adrenalina Pura+, canal dentro do Prime Video, Claro TV e Apple TV.

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